Engenharia e Máquinas
Natureza e Sustentabilidade
Energia e Tecnologia
Proposta em tramitação — Ufopa 2026

Instituto de
Engenharia

Países com mais engenheiros têm PIBs mais altos — a correlação chega a 67%. A Amazônia tem o território. Falta formar os engenheiros que ficam.

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O Diagnóstico

A estrutura atual não suporta o futuro que a Amazônia merece. Precisamos de um modelo especializado.

Modelo atual não retém estudantes

O BI C&T passou de 44% para 64% de vacância em um ano. Engenharia Mecânica, com identidade profissional clara, opera com 0% de vacância e evasão de 8,58% — contra 40–60% nacional.

Norte tem só 4,7% dos engenheiros do Brasil

O Sudeste concentra 57,6%. Profissionais importados de outras regiões têm alta rotatividade. Sem formação local, não há desenvolvimento tecnológico endógeno na Amazônia.

Um instituto, quatro áreas distintas

O Ieg reúne engenharia e geociências num mesmo organograma — com 34 laboratórios, 8 cursos e culturas científicas incompatíveis. A gestão fragmentada limita o avanço de cada área.

A Proposta

O Instituto de Engenharia será autônomo, especializado e profundamente enraizado na realidade amazônica.

Identidade desde o Dia 1

Ciclo básico compartilhado, ciclo profissionalizante especializado desde o início. Evasão de 8,58% na Engenharia Mecânica — onde a identidade profissional já existe — contra 40–60% nacional.

Autonomia de Gestão

Acesso direto a editais Finep, CT-INFRA e CNPq. Credenciamento próprio junto ao Crea-PA e Confea. Agilidade na captação de parcerias com o setor produtivo amazônico.

Portfólio Estratégico

8 cursos de engenharia — 3 já implantados com 482 estudantes ativos, 5 planejados. Currículo ancorado nas missões da Nova Indústria Brasil 2024: bioeconomia, energia renovável e infraestrutura.

Soberania Amazônica

A NIB 2024 identifica na Amazônia três missões estratégicas: bioeconomia de alto valor, energias renováveis e infraestrutura resiliente. Engenheiros formados aqui ficam aqui.

Os Cursos

Da base científica interdisciplinar à alta especialização técnica nas verticais de desenvolvimento regional.

Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia (BICT)

Implantado

Fundamentos científicos sólidos em ciências exatas, computação e tecnologia. Prepara para as engenharias especializadas com visão interdisciplinar aplicada à Amazônia.

207 alunos ativos

Engenharia Física

Implantado

Física aplicada à tecnologia, instrumentação científica e novos materiais. Formação em P&D para a indústria regional e pesquisa de fronteira.

52 alunos ativos

Engenharia Mecânica

Implantado

Máquinas, automação e sistemas mecânicos. Evasão de 8,58% — contra 40–60% da média nacional. Habilitados para a indústria madeireira, naval e de processamento de biomassa amazônica.

223 alunos ativos Evasão 8,58%

Engenharia Elétrica

A Implantar

Sistemas elétricos de potência, distribuição de energia e automação industrial. Essencial para a infraestrutura energética da região Norte e eletrificação rural.

Engenharia de Energia

A Implantar

Fontes renováveis, transição energética e eficiência energética. Alinhado às missões da Nova Indústria Brasil e à bioeconomia amazônica. Microgrids para comunidades isoladas.

Engenharia Mecatrônica

A Implantar

Integração de mecânica, eletrônica, computação e controle. Profissionais para automação industrial, robótica e sistemas embarcados na cadeia produtiva amazônica.

Engenharia Civil

A Implantar

Infraestrutura, saneamento, habitação e mobilidade fluvial. Prioridade crítica para a Amazônia: menos de 50% dos municípios do Pará têm saneamento básico adequado.

Engenharia de Produção

A Implantar

Gestão de sistemas produtivos, cadeias de suprimento e logística. Fundamental para estruturar cadeias produtivas sustentáveis da bioeconomia amazônica.

Nossa Jornada

Da criação da Ufopa ao Instituto de Engenharia especializado.

  1. 1

    Ufopa é criada

    Lei 12.085 institui a Universidade Federal do Oeste do Pará — a primeira federal no interior da Amazônia. Missão: levar ensino superior de qualidade ao Oeste do Pará.

  2. 2

    Ieg inicia com o BICT

    O Instituto de Engenharia e Geociências lança o Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia (BICT): aposta no ciclo generalista como base para as engenharias. Um modelo arrojado e bem-intencionado.

  3. 3

    Primeira engenharia

    Engenharia Física é lançada como o primeiro curso de engenharia da Ufopa — singular e inovadora, focada em pesquisa e instrumentação científica.

  4. 4

    Engenharia Mecânica

    Resposta à demanda regional por engenharia tradicional. A Engenharia Mecânica nasce com identidade profissional imediata e, anos depois, registra evasão de 8,58% — contra 40–60% da média nacional.

  5. 5

    O diagnóstico

    O modelo híbrido chega ao limite. O BICT alcança 44% de vacância; o Ieg é o instituto com maior taxa de vacância da Ufopa (28%). Ao mesmo tempo, a Engenharia Mecânica opera com 0% de vacância — provando que identidade funciona.

  6. 6

    A proposta

    Grupo de trabalho apresenta a proposta de criação do Instituto de Engenharia (IE). O Programa Universidades Transformadoras (Sesu/MEC) apoia a reestruturação. O BICT chega a 64% de vacância. A janela está aberta.

  7. 7

    IE operacional

    Aprovação no Consepe e Consun. Estrutura implementada com 98 servidores existentes. Primeiros calouros sob currículo alinhado às DCNs 2019. Expansão gradual do portfólio rumo aos 8 cursos previstos.

Impacto em Números

Dados que justificam a transformação necessária.

8

Cursos no portfólio IE

482

Alunos ativos nos cursos implantados

98

Servidores existentes — zero novos cargos

34

Laboratórios instalados

8,58%

Evasão — Eng. Mecânica (vs. 40–60% nacional)

95,46%

Execução orçamentária — exercício 2025

Perguntas Frequentes

Respostas sobre a proposta de criação do Instituto.

O que é o Instituto de Engenharia e o que muda com a sua criação?

O Instituto de Engenharia (IE) é uma unidade acadêmica autônoma dedicada exclusivamente à engenharia — separada do atual Instituto de Engenharia e Geociências (Ieg), que hoje acumula engenharia, geociências, computação e ciências atmosféricas sob uma única direção.

Com a criação do IE, a engenharia ganha autonomia administrativa, curricular e orçamentária. Isso permite gestão especializada dos 34 laboratórios, captação direta de recursos externos (Finep, CT-INFRA, CNPq), interlocução formal com Crea-PA e Confea, e expansão do portfólio para até 8 cursos de engenharia.

Quantos cursos terá o Instituto de Engenharia?

O IE terá 8 cursos no horizonte 2027–2031:

Já implantados (482 estudantes ativos):

  • Bacharelado Interdisciplinar em C&T (BICT) — 207 alunos
  • Engenharia Física — 52 alunos
  • Engenharia Mecânica — 223 alunos (0% de vacância; evasão de 8,58% vs. 40–60% nacional)

Planejados:

  • Engenharia Elétrica
  • Engenharia de Energia
  • Engenharia Mecatrônica
  • Engenharia Civil
  • Engenharia de Produção

A expansão respeita o horizonte do PDI da Ufopa 2024–2031 e está condicionada à disponibilidade de infraestrutura e docentes.

Isso custa mais dinheiro para a Ufopa?

Não. A criação do IE é uma reorganização, não uma criação do zero.

A estrutura já existe:

  • 98 servidores (72 docentes efetivos, 6 substitutos, 20 técnicos administrativos)
  • 34 laboratórios instalados e equipados
  • 16 salas de aula com projetores fixos

Não há necessidade de novos cargos, novas construções ou aumento de orçamento na fase inicial. O IE herda a estrutura atual do Ieg e a organiza de forma mais eficiente — com taxa de execução orçamentária de 95,46% já demonstrada no exercício 2025.

O que acontece com professores e servidores do Ieg?

O processo de desmembramento não extingue nenhum vínculo. Professores e técnicos continuam como servidores públicos federais da Ufopa.

A alocação entre o Instituto de Engenharia (IE) e o futuro Instituto de Geociências será feita por consulta aos docentes, considerando sua área de atuação e interesse. O processo segue a Resolução 318/2025-Consun e inclui plano de transição com prazos definidos.

Os estudantes atuais serão prejudicados?

Não. Haverá plano de transição que garante a conclusão dos cursos atuais sem perda de créditos ou alteração de currículo para quem já está matriculado.

Os novos currículos alinhados às DCNs 2019 serão implantados apenas para calouros — e de forma gradual, respeitando a capacidade instalada. Estudantes em andamento receberão orientação individual sobre eventuais ajustes de aproveitamento.

Por que agora? O que torna esse momento diferente?

Três janelas se abrem ao mesmo tempo — e podem não se repetir:

1. Resolução 318/2025-Consun (Ufopa): define a estrutura de unidades acadêmicas com autonomia plena e já prevê a criação do IE.

2. DCNs de Engenharia (Resolução CNE/CES n° 2/2019): exigem identidade profissional desde o ingresso, com práticas de engenharia e acesso a laboratórios no primeiro ano — incompatível com o modelo de ciclo generalista do BICT.

3. Programa Universidades Transformadoras (Sesu/MEC, 2026): o governo federal apoia explicitamente universidades que reorganizem estruturas em torno de engenharia e inovação, alinhadas à Nova Indústria Brasil — sem ampliação de orçamento.

Ao mesmo tempo, o diagnóstico é urgente: o BICT passou de 44% para 64% de vacância em apenas um ano (2025→2026), enquanto a Engenharia Mecânica opera com 0% de vacância.

Como posso apoiar a proposta?

Há três formas de participar:

  • Assine a declaração de apoio em /apoie/ — leva menos de 2 minutos
  • Contribua com dados ou experiências em /contribua/ — formulário anônimo ou identificado
  • Compartilhe nas redes sociais — textos e cards prontos disponíveis em /apoie/

Cada manifestação de apoio fortalece o processo de aprovação no Consun da Ufopa.

Por que bioeconomia, energia e infraestrutura são prioridades?

A Nova Indústria Brasil (NIB 2024) identifica seis missões estratégicas para a reindustrialização nacional. Três delas têm a Amazônia como teatro principal:

  • Infraestrutura, saneamento e mobilidade sustentável — demanda crítica no interior do Pará (menos de 50% dos municípios com saneamento adequado)
  • Bioeconomia e transição energética — a Amazônia é o maior laboratório natural do mundo para energias renováveis e cadeias produtivas sustentáveis
  • Tecnologias estratégicas de soberania — fronteira norte demanda profissionais com formação técnica de alto nível

Engenheiros formados localmente, com currículos ancorados nessas demandas, são a única resposta sustentável. Importar profissionais de outras regiões gera alta rotatividade e não cria ecossistema de inovação local.

A Amazônia precisa de engenheiros. Nós precisamos de você.

Leia a proposta, contribua com dados, declare seu apoio. Cada voz fortalece o argumento.