Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia (BICT)
Fundamentos científicos sólidos em ciências exatas, computação e tecnologia. Prepara para as engenharias especializadas com visão interdisciplinar aplicada à Amazônia.
Países com mais engenheiros têm PIBs mais altos — a correlação chega a 67%. A Amazônia tem o território. Falta formar os engenheiros que ficam.
A estrutura atual não suporta o futuro que a Amazônia merece. Precisamos de um modelo especializado.
O BI C&T passou de 44% para 64% de vacância em um ano. Engenharia Mecânica, com identidade profissional clara, opera com 0% de vacância e evasão de 8,58% — contra 40–60% nacional.
O Sudeste concentra 57,6%. Profissionais importados de outras regiões têm alta rotatividade. Sem formação local, não há desenvolvimento tecnológico endógeno na Amazônia.
O Ieg reúne engenharia e geociências num mesmo organograma — com 34 laboratórios, 8 cursos e culturas científicas incompatíveis. A gestão fragmentada limita o avanço de cada área.
O Instituto de Engenharia será autônomo, especializado e profundamente enraizado na realidade amazônica.
Ciclo básico compartilhado, ciclo profissionalizante especializado desde o início. Evasão de 8,58% na Engenharia Mecânica — onde a identidade profissional já existe — contra 40–60% nacional.
Acesso direto a editais Finep, CT-INFRA e CNPq. Credenciamento próprio junto ao Crea-PA e Confea. Agilidade na captação de parcerias com o setor produtivo amazônico.
8 cursos de engenharia — 3 já implantados com 482 estudantes ativos, 5 planejados. Currículo ancorado nas missões da Nova Indústria Brasil 2024: bioeconomia, energia renovável e infraestrutura.
A NIB 2024 identifica na Amazônia três missões estratégicas: bioeconomia de alto valor, energias renováveis e infraestrutura resiliente. Engenheiros formados aqui ficam aqui.
Da base científica interdisciplinar à alta especialização técnica nas verticais de desenvolvimento regional.
Fundamentos científicos sólidos em ciências exatas, computação e tecnologia. Prepara para as engenharias especializadas com visão interdisciplinar aplicada à Amazônia.
Física aplicada à tecnologia, instrumentação científica e novos materiais. Formação em P&D para a indústria regional e pesquisa de fronteira.
Máquinas, automação e sistemas mecânicos. Evasão de 8,58% — contra 40–60% da média nacional. Habilitados para a indústria madeireira, naval e de processamento de biomassa amazônica.
Sistemas elétricos de potência, distribuição de energia e automação industrial. Essencial para a infraestrutura energética da região Norte e eletrificação rural.
Fontes renováveis, transição energética e eficiência energética. Alinhado às missões da Nova Indústria Brasil e à bioeconomia amazônica. Microgrids para comunidades isoladas.
Integração de mecânica, eletrônica, computação e controle. Profissionais para automação industrial, robótica e sistemas embarcados na cadeia produtiva amazônica.
Infraestrutura, saneamento, habitação e mobilidade fluvial. Prioridade crítica para a Amazônia: menos de 50% dos municípios do Pará têm saneamento básico adequado.
Gestão de sistemas produtivos, cadeias de suprimento e logística. Fundamental para estruturar cadeias produtivas sustentáveis da bioeconomia amazônica.
Da criação da Ufopa ao Instituto de Engenharia especializado.
Lei 12.085 institui a Universidade Federal do Oeste do Pará — a primeira federal no interior da Amazônia. Missão: levar ensino superior de qualidade ao Oeste do Pará.
O Instituto de Engenharia e Geociências lança o Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia (BICT): aposta no ciclo generalista como base para as engenharias. Um modelo arrojado e bem-intencionado.
Engenharia Física é lançada como o primeiro curso de engenharia da Ufopa — singular e inovadora, focada em pesquisa e instrumentação científica.
Resposta à demanda regional por engenharia tradicional. A Engenharia Mecânica nasce com identidade profissional imediata e, anos depois, registra evasão de 8,58% — contra 40–60% da média nacional.
O modelo híbrido chega ao limite. O BICT alcança 44% de vacância; o Ieg é o instituto com maior taxa de vacância da Ufopa (28%). Ao mesmo tempo, a Engenharia Mecânica opera com 0% de vacância — provando que identidade funciona.
Grupo de trabalho apresenta a proposta de criação do Instituto de Engenharia (IE). O Programa Universidades Transformadoras (Sesu/MEC) apoia a reestruturação. O BICT chega a 64% de vacância. A janela está aberta.
Aprovação no Consepe e Consun. Estrutura implementada com 98 servidores existentes. Primeiros calouros sob currículo alinhado às DCNs 2019. Expansão gradual do portfólio rumo aos 8 cursos previstos.
Dados que justificam a transformação necessária.
Cursos no portfólio IE
Alunos ativos nos cursos implantados
Servidores existentes — zero novos cargos
Laboratórios instalados
Evasão — Eng. Mecânica (vs. 40–60% nacional)
Execução orçamentária — exercício 2025
Respostas sobre a proposta de criação do Instituto.
O Instituto de Engenharia (IE) é uma unidade acadêmica autônoma dedicada exclusivamente à engenharia — separada do atual Instituto de Engenharia e Geociências (Ieg), que hoje acumula engenharia, geociências, computação e ciências atmosféricas sob uma única direção.
Com a criação do IE, a engenharia ganha autonomia administrativa, curricular e orçamentária. Isso permite gestão especializada dos 34 laboratórios, captação direta de recursos externos (Finep, CT-INFRA, CNPq), interlocução formal com Crea-PA e Confea, e expansão do portfólio para até 8 cursos de engenharia.
O IE terá 8 cursos no horizonte 2027–2031:
Já implantados (482 estudantes ativos):
Planejados:
A expansão respeita o horizonte do PDI da Ufopa 2024–2031 e está condicionada à disponibilidade de infraestrutura e docentes.
Não. A criação do IE é uma reorganização, não uma criação do zero.
A estrutura já existe:
Não há necessidade de novos cargos, novas construções ou aumento de orçamento na fase inicial. O IE herda a estrutura atual do Ieg e a organiza de forma mais eficiente — com taxa de execução orçamentária de 95,46% já demonstrada no exercício 2025.
O processo de desmembramento não extingue nenhum vínculo. Professores e técnicos continuam como servidores públicos federais da Ufopa.
A alocação entre o Instituto de Engenharia (IE) e o futuro Instituto de Geociências será feita por consulta aos docentes, considerando sua área de atuação e interesse. O processo segue a Resolução 318/2025-Consun e inclui plano de transição com prazos definidos.
Não. Haverá plano de transição que garante a conclusão dos cursos atuais sem perda de créditos ou alteração de currículo para quem já está matriculado.
Os novos currículos alinhados às DCNs 2019 serão implantados apenas para calouros — e de forma gradual, respeitando a capacidade instalada. Estudantes em andamento receberão orientação individual sobre eventuais ajustes de aproveitamento.
Três janelas se abrem ao mesmo tempo — e podem não se repetir:
1. Resolução 318/2025-Consun (Ufopa): define a estrutura de unidades acadêmicas com autonomia plena e já prevê a criação do IE.
2. DCNs de Engenharia (Resolução CNE/CES n° 2/2019): exigem identidade profissional desde o ingresso, com práticas de engenharia e acesso a laboratórios no primeiro ano — incompatível com o modelo de ciclo generalista do BICT.
3. Programa Universidades Transformadoras (Sesu/MEC, 2026): o governo federal apoia explicitamente universidades que reorganizem estruturas em torno de engenharia e inovação, alinhadas à Nova Indústria Brasil — sem ampliação de orçamento.
Ao mesmo tempo, o diagnóstico é urgente: o BICT passou de 44% para 64% de vacância em apenas um ano (2025→2026), enquanto a Engenharia Mecânica opera com 0% de vacância.
Há três formas de participar:
Cada manifestação de apoio fortalece o processo de aprovação no Consun da Ufopa.
A Nova Indústria Brasil (NIB 2024) identifica seis missões estratégicas para a reindustrialização nacional. Três delas têm a Amazônia como teatro principal:
Engenheiros formados localmente, com currículos ancorados nessas demandas, são a única resposta sustentável. Importar profissionais de outras regiões gera alta rotatividade e não cria ecossistema de inovação local.
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