O Instituto de Engenharia reúne um portfólio de 8 cursos — 3 já em operação, com 482 estudantes ativos, e 5 em planejamento para o período 2027–2031.
A seleção responde diretamente às demandas identificadas na Amazônia: infraestrutura, energia renovável, automação industrial, saneamento e cadeias produtivas sustentáveis.
Onde estamos
Os três cursos em operação somam 482 estudantes ativos — 38,1% da matrícula total do Ieg. A Engenharia Mecânica (implantada), com identidade profissional desde o ingresso, registra evasão de 8,58% — contra 40 a 60% da média nacional. O Bacharelado Interdisciplinar em C&T (em diagnóstico) e a Engenharia Física (em diagnóstico) estão em processo de diagnóstico curricular, cujos resultados orientarão a reestruturação do portfólio.
Onde queremos chegar
Os novos cursos (a implantar) seguem o horizonte do PDI da Ufopa 2024–2031. Nenhum requer criação de novos cargos na fase inicial: a expansão está condicionada ao aproveitamento da infraestrutura existente (34 laboratórios, 16 salas de aula) e à contratação gradual de docentes à medida que o orçamento for ampliado.
Por que esses cursos?
Cada modalidade foi escolhida com base em demandas regionais verificáveis:
Engenharia Civil — Menos de 50% dos municípios do Pará possuem saneamento básico adequado. A logística fluvial amazônica exige engenheiros especializados em hidráulica, pontes e infraestrutura ribeirinha.
Engenharia Elétrica — A região Norte tem a menor cobertura de energia elétrica de qualidade do Brasil. A eletrificação rural e a manutenção de sistemas de distribuição em área remota demandam profissionais locais.
Engenharia de Energia — A Amazônia é o maior laboratório natural do mundo para energias renováveis: solar, hidráulica de pequeno porte, biomassa e biogás. A transição energética para comunidades isoladas é uma demanda imediata.
Engenharia Mecatrônica — A automação de cadeias produtivas (pescado, madeira certificada, frutas exóticas, óleos vegetais) é o próximo passo da bioeconomia amazônica. Sistemas embarcados e robótica são ferramentas para esse salto.
Engenharia de Produção — A Amazônia não precisa apenas extrair recursos — precisa processá-los com valor agregado. Gestão de cadeias produtivas sustentáveis, rastreabilidade, logística fluvial e certificação ambiental exigem engenheiros de produção com formação regional.
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